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domingo, 11 de setembro de 2016

Lewandowski deixa comando do STF nesta segunda; veja como foi a gestão

O ministro Ricardo Lewandowski, durante relançamento do Código de Ética do STF, num de seus últimos atos à frente da Corte, no dia 9 de setembro de 2016 (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF )

O ministro Ricardo Lewandowski, durante relançamento do Código de Ética do STF, num de seus últimos atos à frente da Corte, no dia 9 de setembro de 2016 (Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF )

O ministro Ricardo Lewandowski encerra nesta segunda-feira (12) seu mandato de dois anos na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) com uma gestão marcada, em sua fase final, pela coordenação da fase final do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Tomará posse em seu lugar a ministra Cármen Lúcia.
Elogiado pela condução equilibrada das discussões no plenário do Senado, Lewandowskiterminou o impeachment sob forte questionamento por abrir caminho à polêmica decisão que permitiu à petista voltar a cargos públicos, apesar da condenação no processo.
O texto da Constituição diz que a condenação leva à perda do mandato "com" inabilitação para funções públicas nos oito anos seguintes. Lewandowski, porém, atendeu a pedido de apoiadores de Dilma para votar separadamente as duas penas.

Destituída da Presidência com 61 votos a favor e 20 contra, Dilma acabou escapando da inabilitação, que teve apenas 42 votos favoráveis, insuficientes para aplicar a pena.

Por causa da decisão, Lewandowski teve a atuação questionada em diversas ações apresentadas no próprio STF. Também foi alvo de um pedido de impeachment contra si no Senadorejeitado de pronto pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL) – junto com o ministro, um dos articuladores do fatiamento.

Mesmo antes do julgamento final, Lewandowski buscou priorizar o julgamento de diversas ações que questionavam o andamento do caso no Congresso. Uma delas redefiniu o trâmite do processo, obrigando a Câmara a recompor a comissão especial que analisou as acusações contra Dilma e dando ao Senado poder para arquivar o caso.
Fora do impeachment, o ministro marcou sua passagem pelo STF com grande atenção sobre o próprio Judiciário, seja com medidas para desafogar os tribunais, sobrecarregados por cerca de 100 milhões de processos; seja para melhor recompensar juízes e servidores, uma das poucas categorias que obteve aumentos salariais em tempo de crise fiscal.
29/08 - Ricardo Lewandowski, presidente do STF, o advogado de defesa José Eduardo Cardozo e o senador Aécio Neves dão risadas ao lado da presidente afastada Dilma Rousseff durante o julgamento final do impeachment no plenário do Senado, em Brasília (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)Ricardo Lewandowski, presidente do STF, o advogado de defesa José Eduardo Cardozo e o senador Aécio Neves dão risadas ao lado da presidente afastada Dilma Rousseff durante o julgamento final do impeachment no plenário do Senado, em Brasília (Foto: Fabio Pozzebom/Agência Brasil)
Veja abaixo alguns destaques da atuação de Ricardo Lewandowski à frente do Supremo e também do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão que administra o Judiciário:
O Poder Judiciário está atento aos acontecimentos que ocorrem no país e tem ofertado a sua prestação jurisdicional àqueles que o procuram em seu devido tempo. O tempo do Judiciário não é o tempo da política e não é o tempo da mídia"
Ricardo Lewandowski,
após votar pelo afastamento de
Eduardo Cunha da presidência da Câmara
Lava Jato
Foi sob a presidência de Lewandowski que o STF começou a investigar políticos dentro da Operação Lava Jato. Atualmente, tramitam na Corte 38 investigações sobre 91 pessoas, entre parlamentares, ministros, operadores e empresários suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

A maioria das ações atualmente não passa pela análise de Lewandowski, já que, como presidente, ele não participa da Segunda Turma da Corte, onde são julgados pedidos de liberdade, questionamentos sobre as investigações e abertura de ações penais.

Como ministro, Lewandowski só pôde decidir sobre o caso quando ações eram levadas ao plenário ou quando ficou de plantão na Corte durante os recessos. Na maioria das decisões, o ministro acompanhou o relator do caso, Teori Zavascki, como na ação que afastou do mandato o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Esse julgamento demonstra que o Poder Judiciário está atento aos acontecimentos que ocorrem no país e tem ofertado a sua prestação jurisdicional àqueles que o procuram em seu devido tempo. O tempo do Judiciário não é o tempo da política e não é o tempo da mídia. Temos ritos, procedimentos e prazos que devemos observar", disse no julgamento.

Embora não diretamente relacionada à Lava Jato, a decisão do STF que proibiu as doações de empresas a campanhas ocorreu sob o comando de Lewandowski. Para analistas, a decisão deve muito às descobertas de que dinheiro de propina pago às estatais abastecia partidos e políticos nas corridas eleitorais.

O ministro causou polêmica, no entanto, ao reagir a manifestações com críticas à sua atuação.
Boneco do ministro Ricardo Lewsandowski durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Carla Zambelli/NasRuas)Boneco do ministro Ricardo Lewsandowski durante protesto na Avenida Paulista, em São Paulo (Foto: Carla Zambelli/NasRuas)
Em julho deste ano, o STF mandou a PF investigar os responsáveis pelo boneco "Petralovski", caricatura em que o ministro aparece com uma estrela do PT afixada no paletó e uma balança da Justiça: num dos lados, o símbolo do partido pesa mais que o outro, com a bandeira do Brasil. Aos pés, ratos correm em sua direção.
O sistema penitenciário está absolutamente falido, se encontra num estado inconstitucional de coisas"
Ricardo Lewandowski,
ao votar contra execução
de pena após 2ª instância
Presídios
Em boa parte de seu mandato, Lewandowski buscou enfrentar o problema da superlotação dos presídios e cadeias no Brasil, seja no papel de chefe do Judiciário, seja em julgamentos no STF. Uma das medidas mais importantes foi a instalação das "audiências de custódia", procedimento pelo qual uma pessoa presa em flagrante é apresentada a um juiz em até 24 horas.

Nessa audiência, o juiz avalia se, solta, a pessoa de fato representa um perigo. O objetivo é evitar que ela permaneça na cadeia enquanto aguarda o julgamento. A medida começou a ser implantada em fevereiro de 2015, por iniciativa do CNJ, inicialmente na cidade de São Paulo.

Até agosto deste ano, já haviam sido realizadas em todos os estados do país 124.216 audiências de custódia, que libertaram 58.200 (46,8%) presos em flagrante, segundo dados do CNJ. Lewandowski atuou junto ao Executivo para reforçar a compra de tornozeleiras eletrônicas, usadas para monitorar os presos postos em liberdade.

Dentro do STF, Lewandowski também buscou julgar ações para melhorar os presídios ou reduzir a população carcerária, que alcança 622 mil presos, conforme levantamento de 2014.
Em agosto de 2015, a Corte decidiu que a Justiça pode obrigar Executivo a investir em presídios. No mês seguinte, o STF mandou o governo federal desbloquear R$ 2,4 bilhões para construção e reforma de penitenciárias.
Em março deste ano, a Corte decidiu que o Estado pode ter de indenizar família de um preso que morrer na prisão. Em junho, os ministros permitiram aplicar regimes mais brandos a presos em caso de falta de vagas.
Em todos esses casos Lewadowski votou a favor das medidas de alívio aos presos. O ministro foi voto vencido, porém, na polêmica decisão do STF que permitiu encarcerar condenados após a segunda instância, antes de esgotados recursos aos tribunais superiores.
"O sistema penitenciário está absolutamente falido, se encontra num estado inconstitucional de coisas. Agora nós vamos facilitar a entrada de pessoas nesse verdadeiro inferno de Dante, que é o sistema prisional", afirmou, contrariado, na sessão.

Foi ainda sob Lewandowski que a Corte começou a analisar a descriminalização do porte de maconha para consumo pessoal. Dois ministros já votaram a favor, mas a ação hoje está sob análise de Teori Zavascki, que interrompeu o julgamento.

Judiciário
Dentro do Judiciário, Lewandowski buscou atender os tribunais. A maior vitória foi a obtenção, em tempos de crise fiscal, de um reajuste de 41,47% para os servidores nos próximos quatro anos. O aumento foi negociado durante a gestão de Dilma, mas sancionado por Michel Temer. O impacto, segundo o governo, será de R$ 22,26 bilhões até 2019.

Em relação aos juízes, Lewandowski garantiu o pagamento de R$ 4,3 mil de auxílio-moradia para aqueles sem imóvel oficial à disposição. Por outro lado, em novembro do ano passado, o ministro mandou cortar o pagamento duplo do benefício a casais de juízes.
O presidente do STF, porém, voltou a ser alvo de críticas na elaboração, com os demais ministros, da proposta da nova Lei Orgânica da Magistratura (Loman), que regula a atuação de juízes, desembargadores e ministros. A atual versão do projeto poderá elevar benefícios pagos à categoria.

Como presidente do STF, Lewandowski também buscou decidir casos que pudessem diminuir a sobrecarga de todo o Judiciário. Priorizou, por exemplo, o julgamento de recursos com a chamada "repercussão geral", casos de relevância social cujas decisões pelo STF orientam todas as demais instâncias da Justiça.
Em sua gestão, foram julgadas 83 ações do tipo, destravando ao 78 mil processos nos tribunais inferiores que aguardavam uma decisão do STF.
fonte: http://g1.globo.com/politica/noticia/2016/09/lewandowski-deixa-comando-do-stf-nesta-segunda-veja-como-foi-gestao.html

Cármen Lúcia, nova presidente do STF: entre rosas e espinhos

A partir desta segunda-feira caberá à ministra Cármen Lúcia definir os assuntos que o Supremo Tribunal Federal (STF) vai votar, conduzir as sessões e dar o voto de minerva se houver empate no plenário. Será dela também a tarefa de substituir o presidente da República em caso de impossibilidade dos presidentes da Câmara e do Senado. A mineira Cármen Lúcia Antunes Rocha, de 62 anos, assumirá o comando da mais alta corte do país no lugar de Ricardo Lewandowski. Com isso, o Supremo ganhará uma titular rigorosa e tão diligente quanto seu antecessor. Um levantamento do projeto Supremo em Números, da Escola de Direito da FGV no Rio, mostrou que ela é, entre os magistrados do STF, a segunda que mais rejeita liminares, a quarta em recusa de recursos e novamente a quarta quando a questão é celeridade na hora de decidir sobre os pedidos de liminar (Lewan­dowski é o primeiro). O levantamento estudou 367 873 processos que passaram pela corte entre 2011 e 2015. Outro dado, este do próprio STF, reforça a agilidade da ministra: dos 662 casos que estão prontos para ser julgados no tribunal, 180 — mais de um quarto — têm a nova presidente como relatora.
Formada em direito na PUC-MG, Cármen Lúcia fez mestrado na Universidade Federal de Minas Gerais e tem como principais áreas de atuação o direito administrativo e o constitucional. Antes de se tornar ministra do Supremo, foi advogada e procuradora do Estado de Minas Gerais, no governo de Itamar Franco. Entre 2012 e 2013, presidiu o TSE. Não se espera dela que dedique muita atenção à defesa dos interesses corporativos dos colegas, a exemplo de Lewandowski, que, em meio a outras coisas, se empenhou em defender o aumento salarial da categoria. “Ela pertence a uma geração que se formou como procuradora através de concurso e sempre teve como diretrizes o bom uso do recurso público e a moralidade dos servidores perante a sociedade”, diz o jurista Carlos Ari Sundfeld. A ministra já classificou de “penduricalhos” os complementos salariais dos servidores, por exemplo.
Cármen Lúcia vem de uma família de sete irmãos e foi interna em colégio de freiras até a idade de prestar vestibular. Nunca se casou e, segundo uma prima, a economista Silvana Antunes, sempre anunciou que não o faria. “Ouvi várias vezes de sua boca que não se casaria. ‘Vou me dedicar à profissão’, dizia.” Na intimidade, cultiva uma vaidade sóbria. Os fios de cabelo prateados e invariavelmente soltos ­jamais viram tintura. Prefere saltos baixos, meias-calças finas e vestidos brancos, cinza e pretos — mas já apareceu no plenário com um modelo pink. Em 2007, foi a primeira mulher a entrar de calça comprida no plenário do STF, o que era proibido até 2000.
Para ler a reportagem na íntegra, compre a edição desta semana de VEJA noiOSAndroid ou nas bancas. E aproveite: todas as edições de VEJA Digital por 1 mês grátis no iba clube.
fonte:http://veja.abril.com.br/brasil/carmen-lucia-nova-presidente-do-stf-entre-rosas-e-espinhos/

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Fim da brincadeira petista! Moro estipula prazo de 10 dias para PF apresentar relatório sobre sítio de Atibaia

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A Polícia Federal tem o prazo máximo de 10 dias úteis para apresentar um relatório sobre o sítio de Atibaia. O sítio é aquele que ‘aparentemente’ pertence ao Lula mas não está no nome de Lula.
Moro acelerou o processo contra o ex-presidente poucas horas após Marisa Letícia e Fábio Luis Lula da Silva não comparecerem no depoimento agendado sobre o sítio em Atibaia. O advogado da defesa alegou que o inquérito que apura a propriedade do sítio já deveria até ter sido extinto e que a propriedade do imóvel já foi comprovada nos autos.
Fonte: Mudançadeparadigmas 

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Outra vez defesa de Lula ataca desembargador e Sergio Moro - VEJA

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A colunista Monica Bergamo em publicação nesta segunda-feira (15) afirma que a defesa do ex-presidente Lula questionou o relacionamento do desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região com o juiz Sergio Moro. Os advogados quiseram saber se João Pedro Gebran Neto é próximo de Moro e se seria padrinho de um dos filhos dele.
No pedido, a defesa do petista citou a “necessária equidistância que deve ser observada pelo magistrado”O tribunal, órgão responsável de revisar as decisões da Operação Lava Jato, afirma via assessoria de imprensa que apenas “se manifesta sobre as questões processuais“. O juiz Sergio Moro, por intermédio de sua assessoria diz que sua resposta é a mesma.
Fonte: Mudancadeparadigmas

domingo, 14 de agosto de 2016

Cunha coagiu extorquiu e chantageou “de maneira elegante”, diz delator

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Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou em depoimento dentro de ação penal contra o deputado federal Eduardo Cunha, que foi coagido, extorquido e chantageado pelo parlamentar “de maneira muito elegante“.
Questionado sobre o motivo de, em seu primeiro depoimento na delação premiada, não ter citado o envolvimento de Cunha com irregularidades e posteriormente ter mudado a versão, o empresário disse que tinha “medo”.
“Simplesmente um fator: medo, receio. Toda pessoa que é razoavelmente inteligente ou não é demente tem que ter [medo]. E o meu medo, o meu receio, não era físico, o meu receio era de uma pessoa poderosa, agressiva, impetuante (sic) na sua cobrança, contra minha família e meus negócios e das minhas representadas. A pessoa que se apresenta dessa maneira, que me coage, me extorque, me chantageia de maneira muito elegante. Porém, foi exatamente isso que aconteceu, nesses termos que estou usando: ou você paga ou vou te buscar. De novo, não é ameaça física“, disse Camargo após uma pergunta do representante do Ministério Público.
 Este foi mais um dos depoimentos das testemunhas de acusação, indicadas pela Procuradoria Geral da República, em uma das duas ações penais nas quais Cunha é réu e que estão em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Informações: G1
Fonte: mudancadeparadigmas

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Começa na CCJ leitura de parecer sobre recurso de Cunha contra cassação

Ag. BrasilCom quórum de 48 deputados, começou, há pouco, a reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara para leitura do parecer de Ronaldo Fonseca (PROS-DF) sobre recurso do presidente afastado da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), contra decisão do Conselho de Ética, que recomendou a cassação de seu mandato. O relatório foi entregue na manhã de ontem (6), mas Fonseca preferiu manter sua análise em segredo até a leitura, que já estava agendada para hoje (6), argumentando a complexidade e importância do assunto para a Casa.
Em sua página na rede social Twitter, Cunha informou que não participaria da reunião. O deputado conseguiu, nos últimos dias, o direito de comparecer à Câmara para se defender. Desde que foi afastado, Cunha não participa dos trabalhos da Casa. “Decidi não comparecer, por enquanto, já que será feita a leitura e terá pedido de vista regimental de duas sessões. Comparecerei com certeza à sessão de discussão e votação para o exercício da minha defesa”, informou o deputado.
Ele disse que está pronto para ir à CCJ se houver qualquer mudança, como a possibilidade de os debates serem iniciados ainda hoje, sem o pedido de vista, o que, para integrantes da CCJ, parece pouco provável.
Três pontos entre os 16 argumentos apresentados por Cunha tomaram mais tempo do relator Ronaldo Fonseca, que chegou a ganhar mais prazo para concluir o texto. Entre esses pontos, está o questionamento da defesa do representado, segundo a qual o deputado Marcos Rogério (RO) não poderia ter continuado como relator do caso no Conselho de Ética depois de ter mudado de partido com a janela partidária, migrando para o DEM que é do mesmo bloco do PMDB.
Outro ponto trata do fato de a votação ter sido nominal. Cunha afirma que o voto declarado pelos parlamentares pode ter provocado um tipo de constrangimento, motivando a aprovação do pedido de cassação de seu mandato, no último dia 14, por 11 votos a 9.
Após a leitura do parecer, o advogado de Cunha, Marcelo Nobre, ou o próprio deputado, poderá se manifestar. Mas, como a expectativa é que seja apresentado um pedido de vista para que os deputados analisem com mais calma as quase 70 páginas do relatório, a discussão e votação podem se arrastar por dois dias úteis, sendo retomadas na próxima semana. Com isso, a manifestação da defesa pode ocorrer apenas na próxima semana, se esta for a escolha do presidente afastado da Casa. O texto será, então, debatido entre parlamentares e, depois de encerrada a discussão, o relator terá mais 20 minutos de réplica e a defesa, 20 minutos de tréplica antes da votação.
Para ser aprovado, o parecer de Fonseca precisará dos votos da maioria dos 66 integrantes da comissão. Se a CCJ decidir que Cunha tem razões para apontar problemas durante a tramitação do processo, a decisão pode provocar a retomada de alguns passos dados no conselho ou até a reabertura do caso. Como a comissão se vê no mesmo patamar hierárquico do conselho, a decisão final deve ser encaminhada para que a Mesa Diretora da Câmara bata o martelo.
Não sendo acatado o recurso, o pedido de cassação do mandato de Cunha vai ao plenário da Casa e passa a ser item único da pauta impedindo que qualquer outra votação ocorra. Para ser aprovado ou rejeitado, são necessários 257 votos entre os de 513 deputados. Essa decisão deve ocorrer apenas em agosto, já que o recesso parlamentar do primeiro semestre está marcado para o dia 18, suspendendo os trabalhos da Casa.
Acusação
Cunha é acusado de ter mentido na CPI da Petrobras, em março do ano passado, ao negar que tinha contas no exterior. Documentos do Ministério Público da Suíça enviados ao Brasil, no entanto, apontaram a existência de contas ligadas a ele naquele país.
A representação contra Cunha foi apresentada em outubro pelo PSOL e pela Rede Sustentabilidade. Durante os mais de oito meses de tramitação do processo, Cunha admitiu apenas ser beneficiário de trustes – administradores de bens de terceiros.
Ag. Brasil

Dilma participa de programa de rádio e ouvinte entra ao vivo: “Bom dia sua ladra…”

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Em entrevista para uma rádio de Pernambuco, um ouvinte fez uma surpresa nada legal para Dilma Roussef. Ela continua usando aquele discurso ultrapassado de golpe, fraude, etc… aquele blá blá blá desempre […] que chega a dar enjoo. O que ela não contava é com a participação ao vivo de um radiouvinte: O link foi aberto para a participação e eis que apareceu o diálogo carinhoso de um fã: ” Bom dia sua ladra … você deveia ir para a cadeia." O povo ama Dilma! 
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Fonte: Diário do Brasil 

Lula divulga vídeo pedindo socorro ao Foro de São Paulo - ASSISTA

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A mais vasta organização política que já existiu na América Latina e, sem dúvida, uma das maiores do mundo. Dele participam todos os governantes esquerdistas do continente. Mas não é uma organização de esquerda como outra qualquer.
Ele reúne mais de uma centena de partidos legais e várias organizações criminosas ligadas ao narcotráfico e à indústria dos sequestros, como as Farc e o MIR chileno, todas empenhadas numa articulação estratégica comum e na busca de vantagens mútuas.
Nunca se viu, no mundo, em escala tão gigantesca, uma convivência tão íntima, tão persistente, tão organizada e tão duradoura entre a política e o crime”, como escreveu em 2007 o filósofo Olavo de Carvalho, autor do best seller idealizado e organizado por mim [Reinaldo Azevedo], o mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

O PEDIDO DE SOCORRO

Como já era de se esperar, Lula divulgou um vídeo pedindo socorro aos irmãos comunistas da América Latina. E o cara de pau ainda tem coragem de citar a palavra DEMOCRACIA! Ahhh….Lula…ia me esquecendo: Companheiro é o raio que o parta!
Fonte: Diário do Brasil 

terça-feira, 5 de julho de 2016

LULA PEDE QUE BOLIVARIANOS ATUEM COM FORÇA SALVAR DILMA E LIGA ALERTA VERMELHO


Lula pede ajuda ao Foro de São PauloNesta segunda-feira, 04, começou a circular um vídeo em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fala sobre a importância do chamado 'Foro de São Paulo', uma conferência de partidos políticos de esquerda criada em 1990 a partir de um seminário internacional promovido pelo Partido dos Trabalhadores do Brasil. Boa parte desses grupos tem fortes tendências bolivarianas, como partidos da Venezuela e da Bolívia, países que já se pronunciaram contra a deposição de Dilma.

Ele diz que organizações, como a UNASUL, não seriam possíveis se não fosse por conta do diálogo provocado pelo 'Foro de São Paulo'. Lula fala que graças a ele e à Dilma a America do Sul teve grandes conquistas, citando os 14 anos em que os dois ficaram no poder. De acordo com uma fonte, a fala de Lula foi muito criticada e ligou o alerta vermelho em setores favoráveis à deposição de Dilma e que temem uma ação de países de esquerda no Brasil. 
Em seguida, o petista diz que que está havendo um "golpe parlamentar" contra Rousseff, que estaria resistindo, segundo ele, a investidas de amplos setores. "Trata-se de um processo de impeachment fora da lei e fora da constituição", diz ele nas imagens que provocaram a revolta de muita gente na internet. As imagens publicadas no Youtube tem o logo do 'Instituto Lula' e trazem o ex-presidente argumentando que Dilma não teria cometido um crime sequer. 
Ele diz que o novo governo, formado por Michel Temer, do PMDB, quer vender todas as conquistas adquiridas no país. Em seguida, ele pede que todos os companheiros da América Latina se unam para lutar pela democracia. "É a causa dos pobres, dos humildes", diz o homem que ficou na presidência por oito anos, sendo o primeiro presidente operário do país. 
Segundo Lula, a luta pelo impeachment é de todos os grupos que seriam marginalizados no último século. "Este é o momento de mostrarmos solidariamente que dá para barrar esse golpe", fala o político pedindo a ajuda do grupo formado por legendas de esquerda. 
Veja abaixo o vídeo em que o ex-presidente Lula fala que o processo de impeachment contra a presidente afastada Dilma Rousseff é um golpe de estado. Ele fala ainda do Foro de São Paulo, mas não foi tão bem recebido. 

Filósofa petista entra em paranoía e diz que Sérgio Moro age a mando do FBI

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Dona de frases abobalhadas como “Eu odeio a classe média” , “A classe média é o atraso de vida”,  “A classe média é uma abominação política” , “A classe média é o atraso de vida” entre tantas outras asneiras que até um jumento morreria de vergonha, a petista extrapolou os limites da baboseira no último domingo.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, a filósofa parece estar sofrendo de uma espécie de psicopatologia, algo parecido com esquizofrenia […] mania de perseguição. Marilena delira e diz que o juiz Sérgio Moro foi treinado pelo FBI e tem o objetivo de acabar com o pré-sal e privatizar as estatais do país.
“Ele recebeu um treinamento que é característico do que o FBI fez no Macarthismo [política de perseguição anticomunista adotada pelos EUA nos anos 1950] e fez depois do 11 de setembro que é a intimidação e a delação”, afirma a professora da USP.”
Putz…ela é professora! Ainda de acordo com a ‘professora’ os EUA teriam o objetivo de desestabilizar o Brasil: “A Lava Jato é o prelúdio da grande sinfonia de destruição da soberania brasileira para o século 21 e 22.”
Que remédio Marilena está tomando? Será que é o mesmo medicamento da Dilma? Ou será que Marilena acha que as estatais devem ficar sob a gerência do Partido que mais rouba no Brasil ?!?! É impressionante como pessoas cultas e estudadas como a filósofa Chauí possa se expressar de uma maneira tão baixa!
confira:

domingo, 3 de julho de 2016

Donald Trump aceitou a Jesus como salvador, afirma pastor

Donald Trump aceitou a Jesus como salvador, afirma pastorNos Estados Unidos, a maior parte da população afirma ser evangélica, ao menos nominalmente. Toda vez que ocorre uma eleição, os candidatos são questionados sobre suas posturas em relação a temas que podem influenciar os eleitores religiosos. Via de regra, na corrida presidencial o assunto toma grandes proporções.
Agora que restam apenas dois, o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, ambos procuraram o apoio de pastores influentes. Ao menos oficialmente, ele se diz presbiteriano e ela, metodista.
Contudo, algumas declarações públicas de ambos levantam sérios questionamentos sobre isso. Trump não conseguiu mostrar que conhecia a Bíblia em um discurso dentro da maior universidade evangélica dos EUA. Por sua vez, Hillary conta que teve “encontros espirituais” com Eleanor Roosevelt, ex-primeira dama, falecida em 1962.
Agora, na reta final da campanha que definirá sua nomeação, Trump teve um encontro com mais de mil pastores em Nova York. Embora nem todos tenham se comprometido a apoiá-lo o Dr James Dobson, conhecido pelo ministério Focus on The Family, saiu em defesa do candidato, explicando que Trump recentemente aceitou a Jesus como seu Senhor e Salvador.
“Conheço a pessoa que o levou a Cristo. Acredito que ele [Trump] realmente fez um compromisso, mas ainda é um novo convertido. Todos nós precisamos orar por ele, especialmente pela possibilidade de ele ser nosso próximo presidente”, explicou Dobson.
Com muitas polêmicas envolvendo seu nome, Donald Trump não falou até agora sobre essa decisão, afirmando que não pretende usar isso politicamente. Já Dobson acredita que o fato pode mudar a postura do candidato republicano que, segundo as pesquisas, vem crescendo em popularidade após os ataques de Orlando e as mudanças no cenário global.
O Dr. Dobson afirma ainda que Donald Trump está sendo acompanhado por vários pastores e estaria “verdadeiramente buscando a direção do Senhor”. Com informações de Charisma News

Alexandre Frota contrata faixas-pretas para segurança de Janaina Paschoal

F61U7082_a1.JPG BRASILIA DF BSB 30/03/2016 POLITICA COMISSAO IMPEACHMENT / JURISTAS - Reuniao da Comissao de Impeachment presidida por Rogerio Rosso e o relator Jovair Arantes contra a presidente Dilma Rousseff que ouve os autores do pedido de impeachment, Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. na Camara dos Deputados em Brasilia. FOTO DIDA SAMPAIO / ESTADÃOReunião da Comissão de Impeachment. Na foto, Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. FOTO DIDA SAMPAIO / ESTADÃO
O ator Alexandre Frota convocou 70 lutadores faixas-pretas para zelar pela integridade física de Janaína Paschoal. Eles devem se revezar para acompanhá-la nos aeroportos, especialmente após ter sido hostilizada em Brasília.

Dispara o número de gays que apoiam Bolsonaro e rejeitam Jean Wyllys

De costas para um armário de madeira e usando um fone de ouvido como microfone, o arquiteto Clóvis Smith Hays Júnior, de 28 anos, grava em sua casa em São Paulo mais um dos vídeos que costuma compartilhar com seus 34 mil seguidores no Facebook, onde ele se apresenta como um "gay de direta".
"Não tem como eu votar em Jair Messias Bolsonaro. Sabe por quê? Porque eu não sou do Rio de Janeiro (Risos). Se eu fosse do Rio de Janeiro, pode ter certeza que o meu voto seria dele. Nossa, mas como assim, você é um gay e você vai votar no Jair Messias Bolsonaro? Pois é, pois escute bem."
Em sua página na rede social, Smith Hays, como é conhecido, publica mensagens contra a chamada agenda LGBT, o "kit gay" e as "feminazis" e elogia Trump e o capitalismo.
Ele é um dos representantes de um grupo que tem crescido na internet: o de homossexuais que, contrariando o senso comum, se identificam mais com Bolsonaro (PSC-RJ) do que com o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), o único político declaradamente gay no Congresso Nacional.
Como duas pesquisadoras estão derrubando clichês sobre a política no Brasil
Uma busca no Facebook revela dezenas de páginas com os termos "gay de direita" ou "gays por Bolsonaro", onde conteúdos semelhantes ao de Hays são veiculados.
Seus administradores dizem que boa parte delas foi criada após as eleições de 2014, em meio à polarização política vivida no país e em contraposição ao que consideram uma predominância de "pensamentos de esquerda" no movimento LGBT.


Estimulado por uma eleição, esse grupo anseia por outra, a corrida presidencial de 2018. Muitos defendem Bolsonaro como um forte candidato.
"Apoiaria Bolsonaro para 2016 se fosse possível. É preciso fazer uma reviravolta nesse país. Não acho que se escolhe um presidente porque se gosta ou não da sexualidade alheia, mas porque ele é bom ou não", diz Junior Oliveira, de 31 anos, membro de uma destas comunidades no Facebook.
😎😎😎[GAYS DE DIREITA] - GAYS QUE DECLARARAM APOIO A 😎JAIR BOLSONARO 




Os motivos que o levam a exaltar o deputado se repetem nas falas de outros de seus apoiadores na comunidade gay ouvidos pela BBC Brasil. As opiniões de Bolsonaro sobre o porte de armas e a pena de morte estão entre algumas das razões mais citadas.
"Defendo a castração química em caso de estupro e o porte de armas. Pena de morte... por que não? Por que uma pessoa não pode fazer um crime brutal e pagar com a própria vida? Temos leis muito brandas nesse país", diz Junior.
As declarações polêmicas do deputado sobre homossexuais não parecem afetar esta admiração. Em entrevistas de 2014, Bolsonaro chegou a dizer que os gays eram "fruto do consumo de drogas" e que "ter filho gay é falta de porrada".
Mas, para quem participa destas comunidades na internet, esse assunto é coisa do passado. Eles dizem que Bolsonaro teria revisto suas posições.
"Ele já se retratou. Pensava que gays eram todos do mesmo tipo, mas viu que há gays casados, que pagam impostos e têm um relacionamento sem afrontar a sociedade", diz o artista plástico Leonardo Estellita, de 32 anos, coordenador do Movimento Brasil Livre na Região dos Lagos, no norte do Estado do Rio.
"Não vejo como contradição apoiá-lo. Bolsonaro prega o respeito à diferença. Mas ele ainda precisa ser lapidado, como aconteceu com o Lula ao longo de quatro eleições."
No entanto, em cena da série documental Gaycation, do canal Viceland, divulgada neste ano, o deputado disse que a homossexualidade é "comportamental" e voltou a relacionar esta orientação sexual ao consumo de drogas.
"Com o passar do tempo, com as liberalidades, as drogas e as mulheres trabalhando, aumentou bastante o número de homossexuais", afirmou à atriz americana Ellen Page.
"Talvez ele tenha errado em algumas afirmações porque confundia ativismo com gays", diz Hays. O arquiteto tem fotos com o deputado federal e seu filho Eduardo, também membro da Câmara, e já participou de um programa de televisão ao lado do parlamentar.
Ele diz que o político é "uma pessoa muito dócil, amiga" e o representa melhor do que Jean Wyllys, conhecido por atuar em defesa dos direitos LGBT.
💡💡💡GRUPO DE GAYS DA DIREITA APOIA BOLSONARO E DETONA JEAN WYLLYS 

Discurso contraditório'
As críticas ao deputado do PSOL são frequentes e recaem sobre sua forma de defender as bandeiras LGBT, que os integrantes desse grupo consideram agressivas e exageradas.
"É inaceitável que as pessoas se orgulhem de um homossexual vestindo uma camisa de Che Guevara. Como a gente pode elogiar um cara que detestava homossexuais? Partidos de esquerda apoiam a Rússia e a Coreia do Norte, que perseguem homossexuais. É um discurso contraditório", diz Estellita.
Uma das mulheres mais proeminentes desse grupo majoritariamente masculino é Karol Eller, de 29 anos, que também diz repudiar as atitudes de Wyllys.
"Ele não representa a classe e nunca me representou. Uma das ações mais feias foi quando cuspiu num parlamentar. Quer chamar a atenção dos homossexuais."
Com quase 250 mil seguidores em sua página no Facebook, Eller conheceu Bolsonaro em maio, quando ficou uma semana em Brasília acompanhando a rotina do deputado: "Só não fui ao banheiro com ele".
Funcionária de uma empresa de viagens e promotora de eventos, ela diz que ganhou a passagem do trabalho e fez a visita a pedido de seus seguidores - boa parte deles é heterossexual, afirma.
Militância
Direitos iguais?Ele me trata como um ser humano, como qualquer pessoa. Se eu pisar na bola com ele, vai me tratar mal. Assim como tem que ser em qualquer relação
'Uma pessoa qualquer'
A rejeição a Jean Wyllys como representante por parte destas pessoas se estende também ao movimento LGBT como um todo. A militância é descrita por eles como "intolerante" e "promíscua". Quem não quer participar do grupo é segregado, dizem.
"Quem na verdade está fazendo o discurso de ódio é essa minoria dentro do movimento. Apontam o dedo para gays que lidam com a situação de outra maneira. Se você não levanta bandeiras, não vai ser um deles", diz Eller.
Lucas Lopes, criador da comunidade Gay de Direita, Gay Direito, que tem 2 mil membros no Facebook, menciona a "falta de foco" dos ativistas.
"Lutas LGBTs talvez algum dia serviram para alguma coisa, mas hoje não tem necessidade disso. Uma parada gay hoje só tem promiscuidade, são pessoas se beijando no meio da rua, fazendo sexo."
Dono do blog Minha Vida Gay, que soma um milhão de acessos desde a sua criação, em 2014, o empresário Flávio Yuki diz que seus leitores reclamam da "pressão dos gays de esquerda".
"Já ouvi no blog que os gays de esquerda estão muito chatos, muito radicais, e as pessoas começam a gostar do Bolsonaro."
Para Adla Teixeira, professora da faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora sobre gênero e sexualidade, esse autoritarismo existe de fato. Ela explica que hoje há um radicalismo nos grupos militantes assim como nos religiosos.
"Tem um pouco de raiva desse excesso de oposição (feito pela militância). Esses gays são pessoas discretas, que têm o direito de não se envolver numa militância. Há dificuldade de aceitar que o outro pode não querer entrar (na luta)."
Já Richard Miskolci, professor de Sociologia da Universidade Federal de São Carlos (UFScar) e pesquisador do Núcleo de pesquisa em Diferenças, Gênero e Sexualidade, não vê autoritarismo no movimento LGBT.
"Usar esse adjetivo é uma estratégia da direita de atribuir a seus inimigos suas piores características. Como um político vinculado à ditadura militar e que defende torturadores pode considerar 'autoritário' um defensor dos direitos humanos? Como movimentos nascidos da democratização poderiam ser autoritários?"
Mais do que questionar a atuação do movimento LGBT, os "gays de direita" põem em xeque a necessidade de uma legislação voltada para os homossexuais.
A maioria dos entrevistados é contra a lei que criminaliza a homofobia - um projeto sobre o assunto foi arquivado pelo Senado em 2015 - e acha que a decisão do STF sobre o casamento homossexual já é suficiente. Para eles, criar leis específicas seria uma nova forma de segregação.
"Já temos direitos iguais nessa matéria de união civil. Perante o Estado é igual. Não posso obrigar que uma igreja faça um casamento. Não tem mais necessidade, morreu em 2013", diz Hays.
Sobre a lei que criminaliza a homofobia, ele diz que agressões contra qualquer pessoa já são punidas. "Interessa que o agressor seja punido, não interessa a situação, se é gay ou mulher."
Além disso, parte dos que se identificam com posicionamentos mais conservadores têm restrições à adoção de crianças por casais homossexuais.
Alguns até consideram que uma família formada por dois homens ou duas mulheres têm mais chances de afetar sua orientação sexual.
"Há pessoas que não têm condições de adotar, porque vão fazer com que as crianças cresçam sexualizadas, sejam abusadas sexualmente. A gente vê casos assim", diz Junior Oliveira, frequentador destas comunidades.
Ter acesso a uma legislação específica não é um privilégio, pondera José Reinaldo Lopes, professor de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mas uma concessão de recursos a quem em situações normais não consegue exercer seus direitos.
Ele cita o caso dos transexuais, que têm mais dificuldade de alterar seu nome em comparação com outras pessoas, segundo uma pesquisa feita pela universidade. Um caso assim demanda uma lei que conceda direitos explícitos a esse público.
"A lei vem para compensar um preconceito que vem da sociedade. Hoje, não temos uma situação de igualdade. O importante é que haja condições para que todos exerçam direitos considerados universais. E várias leis fazem isso", diz Lopes.
'Momento conservador'
Gays defendendo posições conservadoras quanto ao avanço de direitos LGBT é algo que pode causar estranhamento em algumas pessoas.
No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem explicam que, apesar de ser algo novo no Brasil, isso já ocorre em outros países, com "os republicanos gays nos Estados Unidos e, em certa medida, também na Europa", segundo Lopes.
"A orientação sexual não determina ideologia política", diz o professor da USP.
A afirmação pode parecer óbvia em outros lugares, mas não no Brasil, onde se costuma relacionar a militância LGBT com posições de esquerda.
Segundo a professora Vera Lucia Marques da Silva, pesquisadora do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os partidos de esquerda - e especialmente o PT - abraçaram a causa LGBT.
Até 2007, todos os discursos a favor de direitos de homossexuais feitos na Câmara vieram de parlamentares de esquerda, "principalmente os petistas", de acordo com uma análise feita por ela.
Portanto, o que causa surpresa não é exatamente a adoção de um discurso de direita, mas a aproximação de figuras como Bolsonaro.
Marques atribui essa tendência ao "momento conservador" pelo qual o país passa. Por sua vez, Miskolci menciona a escalada de "discursos fundamentalistas religiosos" desde as eleições de 2010.
Ele ainda avalia que certos segmentos do público LGBT podem se identificar com a pauta mais conservadora para se distanciar de estigmas.
"O desejo de parecer 'bom cidadão' e se dissociar dos que sofrem preconceito gera uma despolitização desses sujeitos, os quais preferem uma pauta moral a uma política."
Menções sobre normalidade e a necessidade de manter sua vida sexual entre quatro paredes, longe dos olhos do público, são recorrentes entre os membros desse grupo. É justamente por tratá-lo como "uma pessoa qualquer" que Hays, por exemplo, diz apreciar Bolsonaro.
"De gays, a gente quase não fala. Ele me trata como um ser humano, como qualquer pessoa. Se eu pisar na bola com ele, vai me tratar mal. Assim como tem que ser em qualquer relação."
A relação do arquiteto e o deputado é ilustrada por selfies que Clóvis posta em seu Facebook. Em uma delas está em um carro entre Jair e Eduardo Bolsonaro e os três sorriem.
Com mais de 4 mil curtidas, a imagem traz a legenda: "Homofobia total rolando por aqui (risos)".
fonte:http://www.bbc.com/portuguese/brasil-36475717