quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Natureza Incrível #4 - O fantástico e estranho Ornitorrinco

Conheça o ornitorrinco, esse animal silencioso, curioso e incrível, que parece mais ser uma mistura de ave, mamífero e réptil.


É um mamífero semiaquático natural da Austrália e Tasmânia. Juntamente com as equidnas, formam o grupo dos monotremados, os únicos mamíferos ovíparos [que botam ovos] existentes. A espécie é monotípica, ou seja, não tem subespécies ou variedades reconhecidas.



Possui hábitos noturnos e alimenta-se principalmente de insetos e invertebrados, tais como moluscos, crustáceos, vermes, insetos, pequenos peixes ou girinos. Ocasionalmente também come algumas plantas. Após capturar seu alimento debaixo da água [geralmente em riachos], o ornitorrinco armazena-o dentro de bolsas, tal como fazem por exemplo os hamsters. Assim que regressa a terra firme, mastiga e engole os alimentos. Uma vez que não possui dentes, o ornitorrinco usa as placas córneas das maxilas para conseguir mastigar.

É um animal ovíparo, cuja fêmea põe cerca de dois ovos, que incuba por aproximadamente dez dias num ninho especialmente construído. Os monotremados recém-eclodidos apresentam um dente similar ao das aves (um carúnculo), utilizado na abertura da casca. A fêmea não possui mamas, e o leite é diretamente lambido dos poros e sulcos abdominais. Os machos têm esporões venenosos nas patas, que são utilizados principalmente para defesa territorial e contra predadores. Possui uma cauda similar a de um castor.


Para saber mais sobre o ornitorrinco, assista ao documentário abaixo do Discovery Channel.


O ornitorrinco é endêmico da Austrália, onde é encontrado no leste de Queensland e Nova Gales do Sul no leste, centro e sudoeste de Vitória, Tasmânia, e ilha King. Foi introduzido no extremo oeste da ilha Kangaroo, entre 1926 e 1949, onde ainda mantém uma população estável. A espécie está extinta na Austrália Meridional, onde era encontrada nas Colinas de Adelaide e na Cordilheira do Monte Lofty.

Distribuição atual em vermelho, área em amarelo corresponde a introdução.
A espécie é dependente de rios, córregos, lagoas e lagos, podendo também ser encontrada em represas e diques para irrigação. A distribuição geográfica mostra considerável flexibilidade tanto na escolha do habitat quanto na adaptabilidade a uma variação de temperatura. O ornitorrinco é capaz de enfrentar tanto as altas temperaturas das florestas tropicais de Queensland, como áreas montanhosas cobertas por neve em Nova Gales do Sul. A distribuição atual desse animal mudou muito pouco desde a colonização da Austrália, e continua a ocupar grande parte de sua distribuição histórica.

Características: 


O ornitorrinco possui cabeça arredondada e uma espécie de bico que se assemelha ao do pato. Seu corpo e sua cauda são cobertos por um pelo muito fino, embora denso para que o mantenha aquecido. A cauda é achatada, como a de um castor e entre seus dedos possui membranas adaptadas para nadar.

Os machos são ligeiramente maiores que as fêmeas, medindo cerca de 60 centímetros de comprimento e pesando até 2,5 kd. Um ornitorrinco vive em média cerca de 12 anos, podendo chegar aos 15.

É um excelente nadador e existem relatos de ornitorrincos que conseguiram ficar submersos até cerca de 10 minutos. Ao mergulhar seus olhos, ouvidos e narinas ficam protegidas por membranas de pele que os deixam cegos e surdos debaixo da água.

Para se guiar e localizar alimentos nesse estado o ornitorrinco se utiliza das terminações nervosas sensíveis contidas no seu bico, o chamado sentido de eletrorrecepção, ou seja, a capacidade de encontrar suas presas ao detectar os campos elétricos gerados pelas contrações musculares de suas presas [tal como fazem os tubarões]. Ele ainda consegue determinar a direção e a distância da prese sempre que esta desloca-se e faz isso com grande precisão.


Veneno:


Uma das peculiaridades do ornitorrinco é ser um mamífero venenoso, embora seja uma característica exclusiva dos machos e que só seja produzido durante a época do acasalamento. Os cientistas suspeitam ser uma arma de defesa de território de modo a afastar machos rivais.



Observe mais de perto onde fica o exporão:


Ainda não acredita que o veneno do ornitorrinco é possante e perigoso? Veja o relato abaixo, de pessoas que foram "picadas" por um ornitorrinco e esclareça suas dúvidas:



Reprodução:

Quando as crias dos ornitorrincos estão dentro de um ovo, tem um dente na ponta do bico chamado dente do ovo. Este destina-se a perfurar a casca do ovo. Pouco tempo depois do nascimento este dente cai.

A sua reprodução não ocorre até o ornitorrinco completar dois anos. Isto é, em parte, devido ao fato do macho ser incapaz de produzir o esperma até essa altura e de a fêmea não estar receptiva em todas as estações. Para que a reprodução possa ocorrer, os órgãos reprodutivos da fêmea e os do macho terão de aumentar de tamanho.


Alcançam o seu tamanho máximo entre Julho e Agosto, altura em que a cópula ocorre. Durante todo esse tempo o corpo da fêmea adapta-se de modo a produzir o leite para as suas crias, a partir de dois mamilos (glândulas sudoríparas modificadas) localizados no seu abdômen, cercados por pelo. Acredita-se que os jovens obtêm esse leite pressionando estas duas áreas que fazem com que o leite seja jorrado em direção às suas bocas.

Pouco se sabe acerca do ritual de acasalamento do ornitorrinco, mas as observações de animais em cativeiro, forneceram algumas pistas relativamente a este processo. Começará, então, com um processo natatório em que o macho e a fêmea se vão aproximando, para que no final se possa realizar o contato. Este comportamento é iniciado a maior parte das vezes pela fêmea.

Curiosidades interessantes:

- As características atípicas do ornitorrinco fizeram com que o primeiro espécime empalhado levado para a Inglaterra fosse classificado pela comunidade científica como um embuste [isto é, algo falso, acreditavam naquela época que fizeram um empalhamento com vários animais diferentes que já existiam, e que isso era uma montagem].

- Atualmente é o ícone nacional da Austrália, aparecendo como mascote em competições e eventos e em uma das faces da moeda de vinte centavos de dólar australiano. É uma espécie pouco ameaçada de extinção.

http://tudorocha.blogspot.com.br/2016/01/natureza-incrivel-4-o-fantastico-e.html

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